No domingo passado, o quinto da Quaresma, em todas as paróquias e comunidades do Brasil, os fiéis foram alertados que chegara a hora de traduzir num gesto concreto todas as reflexões e preces que se fizeram na Campanha da Fraternidade. Com o aviso, os fiéis receberam um envelope. Nesse envelope, cada um deverá colocar o seu sacrifício quaresmal em forma de uma contribuição financeira.
Da reflexão e da oração, à prática. Assim vêm sendo em todas as Campanhas da Fraternidade, esse jeito brasileiro de viver os apelos evangélicos à penitência, ao amor fraterno e à oração, apelos próprios do tempo da Quaresma. O encontro pessoal e comunitário, encontro profundo e transformador com o Cristo Pascal que a Quaresma prepara, começa com a contemplação de uma realidade desafiante para a ação pastoral da Igreja. Essa realidade se torna tema de campanha, e uma frase forte serve de lema e serve de palavra de ordem para todos.
Este ano de 2013, por vários motivos, é o Ano da Juventude. O principal é que os jovens do mundo inteiro estão convidados a se encontrarem com o papa Francisco em julho. Outros motivos não menos importantes se apresentam: A Igreja precisa se rejuvenescer, evangelizando os jovens e lembrando que o mundo da juventude precisa ser evangelizado também por jovens capazes de dizer a Deus: “Eis me aqui! Envia-me, Senhor”.
Espera-se que todas as paróquias e comunidades sejam fiéis no lembrar e facilitar o gesto concreto, a coleta financeira da campanha e, sejam fiéis no destinar toda a coleta para a campanha. Por mais dificuldades porque passem nossas comunidades, a finalidade do gesto concreto não pode ser outra senão a de evangelizar os jovens, a de favorecer projetos que ajudem os jovens a concretizar seus sonhos e a se libertarem de possíveis correias que os impeçam de voar livremente para o futuro da Igreja e do mundo.
É hora, portanto, do gesto concreto da Campanha da Fraternidade. Sejamos corresponsáveis na evangelização da juventude.
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quinta-feira, 21 de março de 2013
11º Plano está em fase de implantação
11º Plano está em fase de implantação
Data e horário:
terça-feira, 19 Março 2013 - 17:17
Créditos:
Redação com jornal O SÃO PAULO
Coordenadores de pastorais, dos vicariatos e organismos da Igreja se reuniram no sábado, dia 16, na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), para o Encontro das Equipes de Coordenação, que refletiu sobre a implantação do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo.
“Jesus quer que nossos frutos permaneçam e os frutos que podemos produzir é sermos testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo. Deus exigirá de nós o máximo que pudermos dar. Porque isso é bom para nós mesmos e constitui a nossa felicidade de discípulos de Cristo”, disse dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Região Episcopal Lapa, na oração inicial.
Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Região Episcopal Sé e vigário geral da Arquidiocese, saudou a todos e padre Tarcísio Marques Mesquita deu continuidade à programação do encontro e expôs o 11º Plano, ressaltando algumas atitudes essenciais para que ele se torne realidade na Arquidiocese.
Ser uma comunidade de comunidades, estar constantemente preocupada com a evangelização dos jovens e em estado permanente de missão, foram algumas das prioridades da Igreja assumidas pela Arquidiocese de São Paulo, ressaltadas por dom Tarcísio.
Padre Tarcísio destacou ainda algumas palavras-chave para a reflexão do 11º Plano, que devem tornar-se atitudes constantes dos agentes de pastoral. Entre elas, ser testemunhas na cidade de São Paulo, transmitir a fé e aprofundá-la. Ele também chamou a atenção para a necessidade de uma eclesiologia de comunhão e de “sair de uma pastoral de conservação para uma pastoral missionária”, enfatizou.
As pistas para a elaboração dos programas pastorais foram apresentadas por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Região Brasilândia. Ele destacou que o planejamento é importante devido a alguns aspectos como a espontaneidade exagerada, que pode levar ao amadorismo. “Não podemos fazer as coisas sem nos preocupar com as razões dela”, disse. Ele afirmou ainda que é necessário planejar para evitar o individualismo e fomentar o trabalho em equipe. “Não podemos nos aventurar a trabalhar sozinhos e planejar, exige viver uma pastoral de conjunto”, orientou o Bispo.
Por fim, lembrou dom Milton, o planejamento é essencial para não cair na rotina e para sermos mais criativos. Isso exige sensibilidade, capacidade de ver e escutar as realidades que nos circundam, trabalho de conjunto, avaliação constante e uma mística que impulsione.
“Quando se trata de definir planos e projetos, precisamos ser concretos para que estes objetivos sejam realizáveis. É preciso levar em conta a sugestão de todos e reaprender a escutar. Suscitar a colaboração e promover a participação, porque o plano precisa chegar à base”, explicou o Bispo.
Dom Milton orientou que cada paróquia deve trabalhar na elaboração do seu projeto e que as regiões episcopais não irão elaborar projetos, isso para que cada comunidade se desafie e verifique a realidade local, fundamental para que haja eficácia. A partir do próximo sábado, dia 23, acontecerão quatro encontros com as coordenações para que se possa elaborar esses projetos.
José Carlos, coordenador da Pastoral da Pessoa com Deficiência, apresentou o projeto da pastoral e pediu a colaboração de todos para que os sub-projetos sejam realizáveis. “Pela necessidade que temos de envolvimento de todos, pretendemos que vocês também participem conosco deste projeto de evangelização e dos sub-projetos. Entre eles, há aquele do emprego apoiado, que pretende dar oportunidade de empregabilidade às pessoas com deficiência nas paróquias e o da Catequese inclusiva, que quer fazer com que as pessoas com deficiência sejam inseridas nos grupos de Catequese das paróquias”.
“Jesus quer que nossos frutos permaneçam e os frutos que podemos produzir é sermos testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo. Deus exigirá de nós o máximo que pudermos dar. Porque isso é bom para nós mesmos e constitui a nossa felicidade de discípulos de Cristo”, disse dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Região Episcopal Lapa, na oração inicial.
Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Região Episcopal Sé e vigário geral da Arquidiocese, saudou a todos e padre Tarcísio Marques Mesquita deu continuidade à programação do encontro e expôs o 11º Plano, ressaltando algumas atitudes essenciais para que ele se torne realidade na Arquidiocese.
Ser uma comunidade de comunidades, estar constantemente preocupada com a evangelização dos jovens e em estado permanente de missão, foram algumas das prioridades da Igreja assumidas pela Arquidiocese de São Paulo, ressaltadas por dom Tarcísio.
Padre Tarcísio destacou ainda algumas palavras-chave para a reflexão do 11º Plano, que devem tornar-se atitudes constantes dos agentes de pastoral. Entre elas, ser testemunhas na cidade de São Paulo, transmitir a fé e aprofundá-la. Ele também chamou a atenção para a necessidade de uma eclesiologia de comunhão e de “sair de uma pastoral de conservação para uma pastoral missionária”, enfatizou.
As pistas para a elaboração dos programas pastorais foram apresentadas por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Região Brasilândia. Ele destacou que o planejamento é importante devido a alguns aspectos como a espontaneidade exagerada, que pode levar ao amadorismo. “Não podemos fazer as coisas sem nos preocupar com as razões dela”, disse. Ele afirmou ainda que é necessário planejar para evitar o individualismo e fomentar o trabalho em equipe. “Não podemos nos aventurar a trabalhar sozinhos e planejar, exige viver uma pastoral de conjunto”, orientou o Bispo.
Por fim, lembrou dom Milton, o planejamento é essencial para não cair na rotina e para sermos mais criativos. Isso exige sensibilidade, capacidade de ver e escutar as realidades que nos circundam, trabalho de conjunto, avaliação constante e uma mística que impulsione.
“Quando se trata de definir planos e projetos, precisamos ser concretos para que estes objetivos sejam realizáveis. É preciso levar em conta a sugestão de todos e reaprender a escutar. Suscitar a colaboração e promover a participação, porque o plano precisa chegar à base”, explicou o Bispo.
Dom Milton orientou que cada paróquia deve trabalhar na elaboração do seu projeto e que as regiões episcopais não irão elaborar projetos, isso para que cada comunidade se desafie e verifique a realidade local, fundamental para que haja eficácia. A partir do próximo sábado, dia 23, acontecerão quatro encontros com as coordenações para que se possa elaborar esses projetos.
José Carlos, coordenador da Pastoral da Pessoa com Deficiência, apresentou o projeto da pastoral e pediu a colaboração de todos para que os sub-projetos sejam realizáveis. “Pela necessidade que temos de envolvimento de todos, pretendemos que vocês também participem conosco deste projeto de evangelização e dos sub-projetos. Entre eles, há aquele do emprego apoiado, que pretende dar oportunidade de empregabilidade às pessoas com deficiência nas paróquias e o da Catequese inclusiva, que quer fazer com que as pessoas com deficiência sejam inseridas nos grupos de Catequese das paróquias”.
Vem aí segunda edição da corrida e caminhada 'Bote fé na vida'
Acontecerá no dia 7 de abril a 2º edição da corrida e caminhada de rua “Bote Fé na Vida”. Projeto nacional de divulgação da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, o evento será realizado no dia Mundial da Saúde, das 6h30 às 10h.
A concentração será na Praça da Sé, entre 6h30 e 7h30, os participantes receberão orientações, chips e outros materiais. Momentos antes da “largada”, que será às 8h, haverá uma bênção e oração conduzidas pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.
O percurso será no centro de São Paulo, no Circuito Municipal de Corridas de Rua, num percurso pelos locais históricos e religiosos da cidade, como Praça da Sé, Pátio do Colégio, Mosteiro de São Bento, entre outros locais. Haverá duas opções para participação: corrida de 5km ou uma caminhada de 2,5 km. As pessoas farão a opção no momento da inscrição. Poderão participar da Corrida somente pessoas acima de 16 anos. Da Caminhada, pessoas de todas as idades poderão se inscrever. Para ambas as opções, os participantes devem estar em boas condições de saúde. Mesmo assim, haverá uma infraestrutura de médicos e enfermeiros para atender possíveis casos emergenciais.
A inscrição é gratuita deve ser feita através deste link (clique aqui). Informações poderão ser obtidas através do fone: (11) 2991-5335, ramal 235, com Kamila Gomes. Outras informações poderão ser dadas pelo e-mail: secretariajmjsp@gmail.com
Todos os participantes, independente da modalidade (corrida ou caminhada) e da colocação que tiverem, ganharão medalhas, camisetas (com o logo do Setor juventude da Arquidiocese de São Paulo e da Jornada Mundial da Juventude), chips, barras de cereais e água, fornecidos gratuitamente pela Prefeitura Municipal de São Paulo.
O evento acontecerá mesmo com chuva. O total de participantes será de 5 mil participantes. Desta quantidade, retiramos uma “cota” de 2000 inscrições para a Arquidiocese de São Paulo. Dessa cota, metade será reservada para jovens até 25 anos e a outra parte para pessoas de todas as idades.
A concentração será na Praça da Sé, entre 6h30 e 7h30, os participantes receberão orientações, chips e outros materiais. Momentos antes da “largada”, que será às 8h, haverá uma bênção e oração conduzidas pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.
O percurso será no centro de São Paulo, no Circuito Municipal de Corridas de Rua, num percurso pelos locais históricos e religiosos da cidade, como Praça da Sé, Pátio do Colégio, Mosteiro de São Bento, entre outros locais. Haverá duas opções para participação: corrida de 5km ou uma caminhada de 2,5 km. As pessoas farão a opção no momento da inscrição. Poderão participar da Corrida somente pessoas acima de 16 anos. Da Caminhada, pessoas de todas as idades poderão se inscrever. Para ambas as opções, os participantes devem estar em boas condições de saúde. Mesmo assim, haverá uma infraestrutura de médicos e enfermeiros para atender possíveis casos emergenciais.
A inscrição é gratuita deve ser feita através deste link (clique aqui). Informações poderão ser obtidas através do fone: (11) 2991-5335, ramal 235, com Kamila Gomes. Outras informações poderão ser dadas pelo e-mail: secretariajmjsp@gmail.com
Todos os participantes, independente da modalidade (corrida ou caminhada) e da colocação que tiverem, ganharão medalhas, camisetas (com o logo do Setor juventude da Arquidiocese de São Paulo e da Jornada Mundial da Juventude), chips, barras de cereais e água, fornecidos gratuitamente pela Prefeitura Municipal de São Paulo.
O evento acontecerá mesmo com chuva. O total de participantes será de 5 mil participantes. Desta quantidade, retiramos uma “cota” de 2000 inscrições para a Arquidiocese de São Paulo. Dessa cota, metade será reservada para jovens até 25 anos e a outra parte para pessoas de todas as idades.
segunda-feira, 11 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Mensagem de dom Odilo a Bento 16
Mensagem de dom Odilo a Bento 16
No dia 11 de fevereiro passado, diante de um grupo de Cardeais reunidos em Consistório Ordinário para as Causas dos Santos, Vossa Santidade surpreendeu a Igreja e o mundo com o anúncio de seu propósito de renunciar ao ministério de Sucessor de São Pedro.
Assim, no próximo dia 28 de fevereiro, às 20h de Roma, a Cátedra de Pedro se tornará vacante e, portanto, o Colégio dos Cardeais deverá reunir-se em Conclave para escolher um novo Papa para assumir a importante e árdua missão de governar “barca de Pedro”, a Igreja.
Desejo, por meio desta Mensagem, manifestar em meu nome pessoal, e em nome do Clero, dos Religiosos, demais Consagrados e dos Leigos desta Arquidiocese, o afeto filial, a compreensão e a acolhida, na fé, desse gesto de Vossa Santidade, realizado pelo bem da Igreja.
Vossa Santidade nos deu um grande exemplo de humildade e coragem e, ao mesmo tempo, de fé e generosidade, ao colocar em evidência que o bem e a missão da Igreja devem ocupar o primeiro lugar nas preocupações de todos aqueles que são chamados e constituídos no serviço do Rebanho do Senhor. Ao entregar a Santa Igreja “aos cuidados do seu Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo”, Vossa Santidade indicou qual é a verdadeira natureza do ministério do Papa, dos Bispos e de todos os Sacerdotes, colocados a serviço da Igreja: somos todos servidores do Povo de Deus em nome de Jesus Cristo e por encargo seu. É Ele o verdadeiro e único Senhor e Pastor da Igreja, que cuida dela e quer o seu bem mais do que ninguém outro!
Manifesto, portanto, minha mais sincera compreensão, respeito e admiração pelo gesto humilde, corajoso e generoso de Vossa Santidade e pelo ensinamento de fé que nos deixa, no serviço a Jesus Cristo e à Igreja. Não devemos estar apegados a cargos e posições, quando está em jogo o bem maior da Igreja, à qual servimos.
Mais do que nunca, queremos reafirmar nossa fé na “Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica” e nossa confiança na ação do Espírito Santo que a assiste, bem como na palavra de Cristo, que prometeu: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela” (cf. Mt 16,18). E ainda: “Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (cf. Mt 28,20).
Desejo, em nome da Arquidiocese de São Paulo e em meu nome pessoal, expressar meus sentimentos de admiração e o agradecimento a Vossa Santidade pelo bem que fez à Igreja nesses quase 8 anos de Pontificado, mesmo em meio a tantos sofrimentos e até incompreensões. Somos gratos a Vossa Santidade pelos numerosos, ricos e profundos ensinamentos que lega à Igreja, pelas catequeses e documentos magisteriais, pelas encíclicas sobre a Caridade, a Esperança, a encíclica - Caritas in Veritate – e pelas Exortações Apostólicas. Gratos ainda pela obra Jesus de Nazaré, entregue à Igreja e à humanidade como um testemunho importantíssimo de reflexão teológica e de fé sobre nosso Mestre e Salvador.
Somos gratos, pela visita de Vossa Santidade ao Brasil, em 2007, especialmente aqui, em São Paulo e Aparecida; pela canonização de Santo Antonio de Sant’Ana Galvão, 1º Santo nascido no Brasil, canonizado naquela ocasião. Somos gratos pelo estímulo dado aos sacerdotes mediante o Ano Sacerdotal, e à Igreja toda para renovar-se na fé, mediante o Ano da Fé, que estamos vivendo. Gratos ainda pela escolha do Brasil e da cidade do Rio de Janeiro para sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude.
Pessoalmente, agradeço a Vossa Santidade por ter-me chamado a integrar o Colégio Cardinalício e a colaborar em diversos Organismos da Cúria Romana, em função do Ministério de Vossa Santidade em favor de toda a Igreja.
Deus recompense Vossa Santidade! Continuaremos rezando para que lhe sejam concedidos saúde e dias serenos, enquanto ora, estuda e oferece sua vida pelo bem da Igreja e para que as ovelhas do rebanho do Bom Pastor tenham vida em abundância.
E agora, peço de coração para mim e para toda a Arquidiocese de São Paulo, que lhe quer muito bem, a confortadora Bênção Apostólica.
Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/mensagem-de-dom-odilo-bento-16
São Paulo, 13 de fevereiro de 2013
Santo Padre, Papa Bento XVI,No dia 11 de fevereiro passado, diante de um grupo de Cardeais reunidos em Consistório Ordinário para as Causas dos Santos, Vossa Santidade surpreendeu a Igreja e o mundo com o anúncio de seu propósito de renunciar ao ministério de Sucessor de São Pedro.
Assim, no próximo dia 28 de fevereiro, às 20h de Roma, a Cátedra de Pedro se tornará vacante e, portanto, o Colégio dos Cardeais deverá reunir-se em Conclave para escolher um novo Papa para assumir a importante e árdua missão de governar “barca de Pedro”, a Igreja.
Desejo, por meio desta Mensagem, manifestar em meu nome pessoal, e em nome do Clero, dos Religiosos, demais Consagrados e dos Leigos desta Arquidiocese, o afeto filial, a compreensão e a acolhida, na fé, desse gesto de Vossa Santidade, realizado pelo bem da Igreja.
Vossa Santidade nos deu um grande exemplo de humildade e coragem e, ao mesmo tempo, de fé e generosidade, ao colocar em evidência que o bem e a missão da Igreja devem ocupar o primeiro lugar nas preocupações de todos aqueles que são chamados e constituídos no serviço do Rebanho do Senhor. Ao entregar a Santa Igreja “aos cuidados do seu Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo”, Vossa Santidade indicou qual é a verdadeira natureza do ministério do Papa, dos Bispos e de todos os Sacerdotes, colocados a serviço da Igreja: somos todos servidores do Povo de Deus em nome de Jesus Cristo e por encargo seu. É Ele o verdadeiro e único Senhor e Pastor da Igreja, que cuida dela e quer o seu bem mais do que ninguém outro!
Manifesto, portanto, minha mais sincera compreensão, respeito e admiração pelo gesto humilde, corajoso e generoso de Vossa Santidade e pelo ensinamento de fé que nos deixa, no serviço a Jesus Cristo e à Igreja. Não devemos estar apegados a cargos e posições, quando está em jogo o bem maior da Igreja, à qual servimos.
Mais do que nunca, queremos reafirmar nossa fé na “Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica” e nossa confiança na ação do Espírito Santo que a assiste, bem como na palavra de Cristo, que prometeu: “as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela” (cf. Mt 16,18). E ainda: “Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (cf. Mt 28,20).
Desejo, em nome da Arquidiocese de São Paulo e em meu nome pessoal, expressar meus sentimentos de admiração e o agradecimento a Vossa Santidade pelo bem que fez à Igreja nesses quase 8 anos de Pontificado, mesmo em meio a tantos sofrimentos e até incompreensões. Somos gratos a Vossa Santidade pelos numerosos, ricos e profundos ensinamentos que lega à Igreja, pelas catequeses e documentos magisteriais, pelas encíclicas sobre a Caridade, a Esperança, a encíclica - Caritas in Veritate – e pelas Exortações Apostólicas. Gratos ainda pela obra Jesus de Nazaré, entregue à Igreja e à humanidade como um testemunho importantíssimo de reflexão teológica e de fé sobre nosso Mestre e Salvador.
Somos gratos, pela visita de Vossa Santidade ao Brasil, em 2007, especialmente aqui, em São Paulo e Aparecida; pela canonização de Santo Antonio de Sant’Ana Galvão, 1º Santo nascido no Brasil, canonizado naquela ocasião. Somos gratos pelo estímulo dado aos sacerdotes mediante o Ano Sacerdotal, e à Igreja toda para renovar-se na fé, mediante o Ano da Fé, que estamos vivendo. Gratos ainda pela escolha do Brasil e da cidade do Rio de Janeiro para sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude.
Pessoalmente, agradeço a Vossa Santidade por ter-me chamado a integrar o Colégio Cardinalício e a colaborar em diversos Organismos da Cúria Romana, em função do Ministério de Vossa Santidade em favor de toda a Igreja.
Deus recompense Vossa Santidade! Continuaremos rezando para que lhe sejam concedidos saúde e dias serenos, enquanto ora, estuda e oferece sua vida pelo bem da Igreja e para que as ovelhas do rebanho do Bom Pastor tenham vida em abundância.
E agora, peço de coração para mim e para toda a Arquidiocese de São Paulo, que lhe quer muito bem, a confortadora Bênção Apostólica.
Cardeal Odilo Pedro Scherer Arcebispo de São Paulo http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/mensagem-de-dom-odilo-bento-16
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Igreja celebra Cátedra de São Pedro
Igreja celebra a Festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde os finais do século IV, que dá graças a Deus pela missão confiada ao apóstolo Pedro e a seus sucessores. Na basílica de São Pedro, em Roma, encontra-se o monumento à “cátedra” do apóstolo, obra do escultor italiano Gian Lorenzo Bernini, executada em forma de grande trono de bronze, sustentada pelas estátuas de quatro doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio.
Na Arquidiocese de São Paulo o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, convida os fiéis a participarem da celebração na Catedral da Sé, às 12h, bem como celebrar em suas paróquias. Este ano dom Odilo pede que os fiéis rezem em especial intenção pelo papa Bento 16.
Nesta sexta-feira, ainda haverá uma celebração às 19h30 na capela da PUC-SP, Campus Monte Alegre, que além da intenção do Santo Padre, será um “Ato de Dignificação da Cruz”, que foi ultrajada durante
manifestações ocorridas na Universidade, no ano passado.
A “cátedra” literalmente quer dizer a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por este motivo, é chamada “catedral”. Ela simboliza a autoridade do bispo e, em particular, de seu “magistério”, ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a transmitir à comunidade cristã.
Qual foi, então, a “cátedra” de São Pedro? Ele, escolhido por Cristo como “rocha” sobre a qual a Igreja seria edificada (cf. Mateus 6, 18), começou seu ministério em Jerusalém, depois da ascensão do Senhor e de Pentecostes. A primeira “sede” da Igreja foi o Cenáculo, em Jerusalém. É provável que naquela sala, onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou junto aos discípulos, se reservasse um posto especial a Simão Pedro.
Em seguida, a sede de Pedro foi Antioquia, cidade situada no rio Oronte, na Síria, hoje Turquia. Naqueles tempos era a terceira cidade do Império Romano depois de Roma e de Alexandria do Egito. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde “pela primeira vez os discípulos receberam o nome de “cristãos” (Atos 11, 26), Pedro foi o primeiro bispo da Igreja.
Depois, a Providência levou Pedro a Roma. Portanto, encontramo-nos com o caminho que vai de Jerusalém (Igreja nascente) a Antioquia (primeiro centro da Igreja, que agrupava pagãos) e também unida à Igreja proveniente dos judeus. Depois, Pedro dirigiu-se a Roma, centro do Império, onde concluiu com o martírio sua carreira ao serviço do Evangelho.
Por esse motivo, a sede de Roma, que havia recebido a maior honra, recebeu também a tarefa confiada por Cristo a Pedro: estar a serviço de todas as Igrejas particulares para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus. A sede de Roma, depois dessas migrações de São Pedro, foi reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a “cátedra” de seu bispo representou a do apóstolo encarregado por Cristo de apascentar todo seu rebanho. A cátedra do bispo de Roma representa, portanto, não só seu serviço à comunidade romana, mas também sua missão de guia de todo o Povo de Deus
http://arquidiocesesp.org.br/noticias/igreja-celebra-c%C3%A1tedra-de-s%C3%A3o-pedro
Na Arquidiocese de São Paulo o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, convida os fiéis a participarem da celebração na Catedral da Sé, às 12h, bem como celebrar em suas paróquias. Este ano dom Odilo pede que os fiéis rezem em especial intenção pelo papa Bento 16.
Nesta sexta-feira, ainda haverá uma celebração às 19h30 na capela da PUC-SP, Campus Monte Alegre, que além da intenção do Santo Padre, será um “Ato de Dignificação da Cruz”, que foi ultrajada durante
Entenda a celebração da Cátedra de São Pedro
Mas por que é celebrada a “cátedra” de Pedro? A ela a tradição da Igreja atribui um forte significado espiritual e reconhece um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda sua Igreja e guiá-la pelo caminho da salvação.A “cátedra” literalmente quer dizer a sede fixa do bispo, localizada na Igreja mãe de uma diocese que, por este motivo, é chamada “catedral”. Ela simboliza a autoridade do bispo e, em particular, de seu “magistério”, ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos apóstolos, está chamado a transmitir à comunidade cristã.
Qual foi, então, a “cátedra” de São Pedro? Ele, escolhido por Cristo como “rocha” sobre a qual a Igreja seria edificada (cf. Mateus 6, 18), começou seu ministério em Jerusalém, depois da ascensão do Senhor e de Pentecostes. A primeira “sede” da Igreja foi o Cenáculo, em Jerusalém. É provável que naquela sala, onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou junto aos discípulos, se reservasse um posto especial a Simão Pedro.
Em seguida, a sede de Pedro foi Antioquia, cidade situada no rio Oronte, na Síria, hoje Turquia. Naqueles tempos era a terceira cidade do Império Romano depois de Roma e de Alexandria do Egito. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde “pela primeira vez os discípulos receberam o nome de “cristãos” (Atos 11, 26), Pedro foi o primeiro bispo da Igreja.
Depois, a Providência levou Pedro a Roma. Portanto, encontramo-nos com o caminho que vai de Jerusalém (Igreja nascente) a Antioquia (primeiro centro da Igreja, que agrupava pagãos) e também unida à Igreja proveniente dos judeus. Depois, Pedro dirigiu-se a Roma, centro do Império, onde concluiu com o martírio sua carreira ao serviço do Evangelho.
Por esse motivo, a sede de Roma, que havia recebido a maior honra, recebeu também a tarefa confiada por Cristo a Pedro: estar a serviço de todas as Igrejas particulares para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus. A sede de Roma, depois dessas migrações de São Pedro, foi reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a “cátedra” de seu bispo representou a do apóstolo encarregado por Cristo de apascentar todo seu rebanho. A cátedra do bispo de Roma representa, portanto, não só seu serviço à comunidade romana, mas também sua missão de guia de todo o Povo de Deus
http://arquidiocesesp.org.br/noticias/igreja-celebra-c%C3%A1tedra-de-s%C3%A3o-pedro
domingo, 17 de fevereiro de 2013
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