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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Cardeais e Núncio Apostólico recebem homenagem na Canção Nova

Cardeais e Núncio Apostólico recebem homenagem na Canção Nova

Lízia Costa
Da Redação



Deividson Francisco da Silva / Canção Nova
Dom Raymundo e Dom Beni foram alguns dos homenageados

Bispos de várias partes do Brasil se reuniram na noite deste domingo, 14, para participar de um momento de reconhecimento do trabalho do Núncio Apóstólico do Brasil, Dom Giovanni D'Aniello, e de cardeais brasileiros.

A homenagem, que recebeu o nome "Com Misericórdia o chamou", foi dada por ocasião da eleição do Papa Francisco. Presentes no conclave, Dom Raymundo Damasceno, Dom Claúdio Hummes, Dom Odilo Pedro Scherer receberam da Comunidade Canção Nova uma estatueta de São Pedro, como forma de agradecer pelo empenho de cada um na tarefa de discernir o novo Pontífice para a Igreja.

Ao receber a homenagem, os cardeais relembraram alguns fatos marcantes da eleição de Francisco. "Foi um conclave cheio de surpresas. A escolha de um Papa da América Latina demonstrou que a Igreja é mesmo Universal", afirmou Dom Claudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo.

Dom Cláudio lembrou ainda que quando o então cardeal Bergoglio esteve no Brasil se encantou pela devoção dos fiéis brasileiros, especialmente a devoção à Nossa Senhora Aparecida. "O Papa conheceu e gostou do povo brasileiro, tem admiração e grande amor por nós, e isto nos alegra. Nós queremos
dar todo apoio a ele", destacou o cardeal.

O Núncio Apostólico do Brasil, que esteve pela primeira vez na Canção Nova, também foi homenageado. Dom D'Aniello destacou que recebeu a estatueta em nome de todos os brasileiros que, mesmo sem ir ao Vaticano, sem participar do Conclave, tiveram uma participação ativa neste momento da Igreja. "Recebo a homenagem em nome dos brasileiros que rezaram pela escolha do novo Papa, que participaram, com a fé e as orações, da eleição de Francisco", afimou.

O momento foi também para ressaltar o compromisso do Sistema Canção Nova de Comunicação com a transmissão da Palavra da Igreja. Dom Benedito Beni, bispo da Diocese de Lorena, a qual pertence a Canção Nova, disse que assim como a Canção Nova nasceu a partir de um documento da Igreja, escrito pelo Papa Paulo VI, ainda hoje a comunidade permanece com esta mesma missão de levar a voz da Igreja para todos os lugares. "A Canção Nova tem sido fiel ao chamado de ser voz da Igreja, ela tem cumprido a missão, o carisma a que foi chamada", ressaltou Dom Beni.

Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, reafirmou este compromisso de servir a Igreja: "somos da Igreja e para a Igreja. É uma alegria receber os pastores da Igreja, aqueles que comandam, que dão orientações de como realizar a nossa missão", afirmou. Ele disse ainda que espera um dia receber também o Papa. "Fizemos o convite, fomos ousados, se ele vier vai será muito bem-vindo", declarou.

A noite foi também de descanso dos trabalhos da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que começou no dia 10 e segue até 19 deste mês. Durante o momento de convivência os bispos aproveitaram para partilhar sobre as diversas realidades vividas pela Igreja em várias partes do país, além de falarem sobre a repercussão positiva que tem tido a eleição de Francisco. "Esta é uma oportunidade de nos conhecermos mais, de dividirmos experiências e de falar sobre como tem sido acolhido pela comunidade a escolha do Papa Francisco", afirmou o cardel arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer.

 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os pedidos de Papa Francisco para a Igreja

http://www.webtvcn.com/canal/51_assembleia/entrevista_dom_armando_bucciol_papa_francisco

Segundo dia - Bispos falam sobre a comunicação e o Missal Romano

Segundo dia - Bispos falam sobre a comunicação e o Missal Romano

Data e horário: 
quinta-feira, 11 Abril 2013 - 12:12
Créditos: 
Redação com Canção Nova
A 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil segue em seu segundo dia e continua a abordar, nesta quinta-feira, 11, o tema central da reunião episcopal que trata da situação das paróquias. Além disso, a tradução para o Missal Romano e o Diretório de Comunicação também entraram na pauta da Assembleia neste dia.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Assembleia, a Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos apresentará em plenária a proposta para uma nova tradução do Missal Romano – livro utilizado na condução das Celebrações Eucarísticas. Os trechos traduzidos já foram analisados anteriormente pelos bispos, agora deverão ser aprovados na Assembleia e, em seguida, serão enviados ao Vaticano para reconhecimento da Santa Sé.

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O presidente da Comissão, dom Armando Bucciol, diz que o trabalho tem sido feito por etapas e que parte do material já foi mandada para Roma: “E assim, de ano em ano, pretendemos continuar, apresentando à assembleia uma parte e depois esperamos a resposta definitiva de Roma.”
Sobre o Diretório de Comunicação, dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, que também participou do processo de elaboração do Diretório, fez a seguinte consideração: “a comunicação é essencial na vida do ser humano e a Igreja é feita de comunicação, da boa notícia, da Palavra de Deus, da Catequese, da Liturgia. Com as mídias sociais e com a comunicação eletrônica, é importante que haja orientação, que não corte o entusiasmo, mas que entende bem a comunicação no Brasil”.
Para os bispos, o Diretório de Comunicação é fundamental para a Igreja visto que não há como promover evangelização sem utilizar, nos dias de hoje, os meios de comunicação

http://arquidiocesedesaopaulo.org.br/noticias/segundo-dia-bispos-falam-sobre-comunica%C3%A7%C3%A3o-e-o-missal-romano

A paróquia na assembleia da CNBB

A paróquia na assembleia da CNBB

Data: 
terça-feira, 09 Abril 2013
De 10 a 19 de abril, realizar-se-á a 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), junto do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Para os bispos das 275 dioceses e outras circunscrições eclesiásticas do Brasil, esse é o grande momento anual de comunhão e corresponsabilidade eclesial.
Muitos assuntos fazem parte da extensa pauta, mas o tema principal será a paróquia, “comunidade de comunidades”. Há mais tempo vem sendo sentida a necessidade de retomar a reflexão sobre essa importantíssima realidade eclesial, que visibiliza e torna mais perceptível em toda parte o ser da Igreja e sua missão.
A Igreja é formada por todos os batizados e cada um é chamado a expressar a sua fé pelo testemunho de vida cristã e pela participação na vida e na missão da Igreja, de acordo com o seu estado de vida; mas, como aprendemos do Concílio, Deus não apenas quis estender a sua misericórdia a cada um individualmente, mas também chama todos a constituírem “um povo, reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (cf LG 4). A expressão comunitária é essencial à vida cristã e eclesial; e essa se expressa bem na paróquia.
Na eclesiologia católica, entendemos sempre que a Igreja, comunidade dos discípulos do Senhor, tem sua expressão mais visível na comunidade organizada sacramentalmente em torno de um ministro ordenado (padre e bispo), que representa Jesus Cristo, cabeça e pastor da Igreja; e na celebração eucarística, onde Cristo continua a reunir e a ensinar os seus, a nutri-los de si mesmo com o Pão da Vida e a enviá-los em missão.
A paróquia é essa “Igreja na base”, formada de muitas pessoas, comunidades e vários tipos de realidades e organizações eclesiais de leigos e de consagrados a Deus no serviço dos irmãos e da missão. À frente da paróquia há o padre, que a todos deve servir com a caridade de Cristo, que organiza, anima e conduz a vida dessa sua comunidade eclesial. As paróquias, por sua vez, não se bastam nem podem ficar indiferentes em relação às demais; por isso, elas precisam estar em comunhão também com o bispo e com as outras paróquias da diocese; o bispo é o pastor de todas as paróquias e mantém a unidade da vida eclesial em sua diocese. Por sua vez, ele está em comunhão com os outros bispos e com o Papa, pastor universal da Igreja, para servi-la e conduzi-la na caridade, em nome de Cristo.
Estamos atravessando um tempo de certo cansaço e até de esvaziamento das paróquias; os motivos podem ser vários e não vem ao caso elencá-los neste breve artigo; algumas causas são o tamanho das paróquias, muitas vezes excessivo; a diluição das relações entre fiéis e as paróquias; o individualismo da cultura atual; a falta de identificação dos fiéis com a própria paróquia e com seu pároco... Mas isso não é tudo.
O motivo principal da crise da paróquia parece-me ser a sua insuficiente compreensão teológica, muitas vezes identificada apenas com a igreja paroquial ou com a uma circunscrição geográfica, ou com um lugar de “serviços religiosos”. Seria preciso recuperar a compreensão comunitária e espiritual da paróquia, como grande comunidade de pessoas reunidas em torno de Cristo, no único Batismo, animadas pela mesma fé, esperança e caridade, guiadas pelos mesmos pastores. Antes de ser um “ente jurídico-canônico”, ou uma “realidade burocrática”, a paróquia é uma comunidade viva de pessoas; as realidades jurídico-burocráticas estão em função desse bem espiritual e sacramental.
Por isso, a meu ver, a renovação da vida da Igreja depende em muito da renovação dessa  sua expressão mais básica e concreta, que é a paróquia. Precisamos tomar consciência renovada de quem somos, a partir da fé eclesial, superando certas análises apenas sociológicas, políticas ou culturais. A paróquia é parte da vida eclesial e uma expressão importantíssima dela. Se a paróquia vai bem, toda a Igreja vai bem.
Em nossa Arquidiocese, já há alguns anos, trabalhamos com esse apelo: “Paróquia, torna-te o que tu és!”. Na paróquia deve realizar-se aquilo que é a Igreja no seu todo; nela deve realizar-se o tríplice múnus de Jesus Cristo – do anúncio do Evangelho, da santificação e da caridade pastoral. Na paróquia, embora não de maneira exclusiva e isolada, realiza-se todo o bem da vida e da missão da Igreja. E isso não é pouco!
Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 26.03.2013
Arcebispo de São Paulo
 

urgência das urgências é evangelizar”, acredita o cardeal Odilo Scherer

Muitos são os desafios para a Igreja no Brasil, entre eles está à necessidade da revitalização das paróquias. Essa é a proposta da 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB se volta ao tema central que este ano trata de “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, onde os bispos brasileiros estão empenhados em refletir sobre a vida das paróquias. O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer observa que “a Igreja sempre precisa de renovação, pois é um organismo vivo, senão ela morre”. Para o cardeal, renovar as paróquias é “tirar delas suas potencialidades para que não sejam apenas estruturas burocráticas, mas comunidades vivas com um espírito novo e dinâmico”.
Diante das necessidades que se apresentam para a Igreja do Brasil, o arcebispo acredita que “a urgência das urgências é evangelizar”. E, para que essa renovação ocorre na estrutura a Igreja precisa se “adequar para bem evangelizar, utilizando bem todos os meios e ocasiões”. Segundo o cardeal, a 51ª Assembleia Geral se realiza em clima diferente após a realização do Conclave que elegeu Papa Francisco. E, desejou que “a vida da Igreja se renove”, com a chegada do novo pontífice, pois “a Igreja existe para evangelizar”. Ele relembra que a nova evangelização está na linha da preocupação da Igreja, que tem buscado se orientar nas reflexões e caminhos sugeridos pela Conferência de Aparecida, realizada em 2007. Para dom Odilo, a missão a Assembleia Geral é acompanhar e motivar a vida e missão da Igreja no Brasil, em comunhão com o Papa.
Igreja missionária
Sobre as especulações da possível perda de fieis por parte do catolicismo, o cardeal dom Odilo analisa que a Igreja não está indiferente a esse fato, mas tem buscado estar mais próxima da sociedade. “Quando um católico deixa de ser católico, não ficamos indiferentes. Isso preocupa a Igreja, mas não temos soluções mágicas. Não podemos estar ocupados com uma pastoral de manutenção e conservação, mas com uma Igreja efetivamente missionária”, disse. Por outro lado, o arcebispo observa que “não só a Igreja católica perde fiel. É um fenônemo cultural, onde existe uma mobilidade de valores e outras várias razões que levaram as pessoas a fazerem novas escolhas”.
O arcebispo aponta a presença de um fenômeno da migração religiosa, onde as pessoas estão à procura de religiões que oferecem propostas mais interessantes, “com menos comprometimento, ligado a cultura do relativismo”, de acordo com o interesse subjetivo de cada indivíduo. Mediante a essa fator cultural, o cardeal Odilo explica que o objetivo principal da Assembleia Geral é buscar a renovação das paróquias. “Nós estamos ocupados em refletir sobre as paróquias. Queremos renovar a estrutura da paróquia quanto a sua funcionalidade para que seja expressão viva e dinâmica”. Para que essa renovação, de fato, aconteça, o cardeal dom Odilo aconselha: “Sermos honestos no modo de evangelizar, apresentando a proposta do evangelho sem instrumentalizar a religião. Isso demanda tempo, paciência e perseverança”.

Dom Dimas apresenta síntese do Diretório da Comunicação aos jornalistas

A comunicação esteve entre as pautas da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quinta-feira, 11 de abril.
Atenderam aos jornalistas neste segundo dia de encontro, dom Sergio Eduardo Castriani, arcebispo de Manaus (AM), dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a comunicação e dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA).
O arcebispo de Campo Grande ressaltou que neste segundo dia de assembleia já foram dados passos importantes na caminhada do encontro que segue até dia 19 de abril.
Dom Dimas fez um panorama geral do Diretório da Comunicação que será apresentado aos bispos ainda nesta tarde. “Este é um sonho antigo da CNBB. Gostaríamos de ter normas mais claras para as nossas comunidades e paróquias”.
O arcebispo explicou que inicialmente foi feito um texto de estudo e aprofundamento da comunicação e posteriormente a criação da Comissão Episcopal Pastoral da Comunicação.
Dom Dimas adiantou aos jornalistas que o Diretório terá 10 capítulos, entre eles, os Desafios da comunicação para a Igreja, a comunicação nas redes sociais, a teologia da comunicação. “Entre os capítulos está também a Comunicação e a vivência da fé nas dimensões da catequese, caridade e liturgia. Precisamos debater as questões da ética na comunicação”, ressaltou.
O arcebispo falou também que os grandes protagonistas da comunicação são, sobretudo, os leigos e leigas.
Entre os capítulos do Diretório que será apresentado aos bispos também está as questões da Igreja e a cultura da mídia, as políticas de comunicação e o papel da PASCOM.
Mapa das religiões – Respondendo as perguntas dos jornalistas, Dom Dimas falou que o mapa das religiões é assunto que sempre está na reflexão dos bispos.
Dom Dimas afirmou que tem acompanhado as pesquisas e discussões em torno do assunto. “Compreendemos que a Igreja necessita estar em estado permanente de missão para ir ao encontro do seu povo. Ensinar e estimular a leitura da bíblia também é importante”, afirmou.
Dom Dimas ressaltou que uma série de fatores precisam ser levados em conta ao considerar números e estatísticas no chamado mapa das religiões no Brasil.

uma renovação urgente nas paróquias”

O arcebispo de Manaus (AM) e presidente da Comissão para o tema central da Assembleia, dom Sergio Eduardo Castriani participou da coletiva de imprensa realizada na tarde da quinta-feira, 11 de abril.
Discutindo em torno do tema da Assembleia deste ano “Comunidade de Comunidades: uma nova paróquia”, dom Sergio confirmou que paróquia é a grande escola de fé, oração, valores e costumes cristãos. “A paróquia continua sendo uma referência importante para o povo cristão, inclusive para os ‘não praticantes’, ela pode se tornar um farol sempre mais luminoso, especialmente nestes tempos de incerteza e inseguranças”.
Dom Castriani destacou que o episcopado está convencido de que é preciso fazer uma renovação urgente nas paróquias. “As mudanças da realidade estão pedindo uma nova organização e acreditamos que esta renovação está ligada à articulação de pequenas comunidades capazes de estabelecer vínculos entre as pessoas que convivem na mesma fé”.
O bispo observou que a nova ‘comunidade de comunidades’ precisará integrar às comunidades religiosas, associações, comunidades eclesiais de base, movimentos, pastorais sociais, novas comunidades de vida e aliança, hospitais, escolas, universidades e hoje, ainda, as comunidades ambientais.
“Ao se tornar comunidade, a paróquia se torna uma instituição. É na comunidade que se dá as relações interpessoais, o seguimento de Jesus Cristo, a vocação cristã é uma vocação à vida comunitária, a vocação cristã se vive em comunidade”.
Dom Sergio Castriani destacou que o maior desafio será “formar verdadeiras comunidades e articula-las entre si na paróquia que continua sendo esta instituição secular que corresponde ainda à necessidade de uma nova evangelização, mas que precisa ser profundamente renovada”.
Questionado sobre a participação dos leigos na nova paróquia, dom Sergio ressaltou que a função dos bispos é criar comunhão, manter a Igreja fiel ao evangelho; e com a criação de pequenas comunidades, com a setorização os serviços são multiplicados sendo necessária a formação de novos ministros, sendo assim a participação de leigos se torna importante.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

JMJ Rio2013 terá destaque na 51º Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

Iniciou nesta quarta-feira, dia 10, a 51º edição da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. A reunião é a última ocasião em que o episcopado brasileiro vai tratar da Jornada Mundial da Juventude antes do evento que contará com a participação do Santo Padre em julho, no Rio de Janeiro.
A JMJ foi citada na cerimônia de abertura da Assembleia, nos primeiros momentos da manhã. A cerimônia contou com a presença do prefeito de Aparecida/SP, Márcio Siqueira, o vice-presidente da CNBB, Dom José Belisário, o Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’ Aniello, o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, o secretário geral da CNBB, Dom LeonardoSteiner, reitor do Santuário Nacional, Padre Domingos Sávio e demais arcebispos e bispos participantes da Assembleia. O momento foi aberto à imprensa.
Dom Raymundo falou sobre a especial atenção que será dada à JMJ na Assembleia. “A etapa final da preparação para a Jornada pede de nós que intensifiquemos as orações e os trabalhos, para que a juventude mundial que aqui virá, ou que nos acompanhará pelos meios de comunicação, tenha uma oportunidade singular de encontro com Cristo e com a Igreja. A realização da Jornada Mundial da Juventude nos dará a oportunidade de receber o Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano a nos visitar”.
Na programação divulgada para a imprensa, uma parte das atividades da próxima quarta-feira, dia 17, será reservada somente para assuntos relacionados à JMJ Rio2013. Entre os pontos a serem tratados estão a Semana Missionária nas Dioceses (que antecede à JMJ) e o planejamento para o período chamado de “pós-Jornada”. Também será aberto um momento para responder perguntas dos bispos.
O arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local da JMJ, Dom Orani João Tempesta, participa das atividades da Assembleia. Durante a reunião, um estande da JMJ atende os membros do episcopado que poderão sanar dúvidas sobre a Jornadae sua programação, bem sobre as atividades relacionadas, como o projeto Bote Fé Brasil, queconclui a peregrinação dos símbolos da JMJ pelo país.

Agenda do Papa Francisco no Brasil
Na primeira entrevista coletiva da Assembleia, um jornalista questionou o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação e Cultura, Dom Joaquim Mol, sobre um possível convite enviado ao Papa Francisco para passar em um evento em Belo Horizonte/MG, antes da Jornada. A agenda oficial do Papa durante a JMJ Rio2013 ainda não foi divulgada.
Dom Joaquim confirmou que enviou o convite ao Sumo Pontífice para sua presença no último dia do Congresso Mundialde Universidades Católicas, a ser realizado entre 18 e 21 de julho, na PUC Minas, em meioàs atividades da Semana Missionária da Diocese, preparatórias para a Jornada Mundial daJuventude. Porém, reforçou que foi apenas um convite e que possivelmente ainda nem chegouàs mãos do Santo Padre. Dom Joaquim explicou aos jornalistas que o convite deverá ainda seranalisado pelo Papa Francisco e seus assessores e que nada está confirmado.
“Se o Papa Francisco puder passar em Belo Horizonte, no final do Congresso, para dizer umapalavra de orientação para reitores, professores e estudantes de universidades católicas daIgreja do mundo inteiro pode ser algo muito significativo para as universidades. Então, porisso, nós fizemos o convite. Esse convite está a caminho, ainda está para chegar ao Papa,
e vamos aguardar a resposta dele; porque acreditamos que a palavra dele pode ser muitosignificativa para todos nós que trabalhamos com a educação católica”, afirmou Dom Joaquim.
Todos os dias, às 15h, o porta voz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom DimasLara Barbosa, apresenta três bispos para responderem perguntas da imprensa em umacoletiva transmitida pela internet, no site da CNBB: www.cnbb.org.br.
A Assembleia Geral
A Assembleia Geral vai até o dia 19 e acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida , em Aparecida/SP. Este ano de 2013, a maior parte do tempo da reunião serádedicada ao debate e aprofundamento de uma das urgências apresentadas em 2011 nasDiretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil e aprovadas pelos bispos: “comunidade decomunidades: uma nova paróquia”. Além da JMJ Rio2013, serão abordados assuntos como oDiretório de Comunicação para a Igreja do Brasil e a aprovação de um estudo sobre a questãoagrária no país, entre outros.
Confirmaram presença 361 bispos, porém o número total de participantes chega a 451,considerando a presença de assessores, secretários de regionais e de organismos vinculados àentidade, além de colaboradores e convidados

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Missa de abertura da 51ª Assembleia Geral no Santuário Nacional de Aparecida

Missa de abertura da 51ª Assembleia Geral no Santuário Nacional de Aparecida
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Missa de aberturaA Celebração da Eucaristia, realizada as 7h30, no Altar Central, do Santuário Nacional de Aparecida marcou a abertura da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, nesta quarta-feira, 10 de abril.
A missa foi presidida pelo cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis. A missa foi concelebrada pelo vice-presidente da CNBB e arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva e pelo secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.
No início da celebração, dom Raymundo Damasceno saudou e agradeceu ao Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello, ao Mons. Gianluca Perici, aos os colaboradores da 51ª  Assembleia Geral; os sub-secretários dos Regionais; os Presidentes de  organismos e Representantes de Pastorais, ao Santuário Nacional e fiéis da Arquidiocese de Aparecida e os romeiros presentes.
A Assembleia Geral da CNBB reúne em Aparecida até o dia 19 de abril 361 bispos e arcebispos e 43 bispos eméritos. As celebrações serão realizadas no Santuário e as sessões da assembleia no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
Em sua homilia, dom Damasceno afirmou que a Assembleia deste ano se insere na dinâmica do Ano da Fé e no espírito dos 50 anos do Concílio Vaticano II.
“Passaremos juntos os próximos dez dias em oração, partilha fraterna de experiências pastorais, estudo e reflexão. Os momentos de oração e celebração, queremos vivê-los em profunda comunhão com os romeiros, aqui no Santuário, e com os que, em casa, estarão em sintonia conosco. O estudo e a reflexão se estenderão sobre diversos temas de interesse eclesial, mas se concentrarão principalmente em torno do tema central: a renovação de nossas paróquias”, afirmou.
O cardeal destacou também que as paróquias são chamadas a ser comunidades de comunidades, como as denomina o Documento de Aparecida, são chamadas a uma conversão pastoral, que destaque ainda mais seu dinamismo missionário e seu espírito de acolhimento.
Dom Raymundo Damasceno ressaltou também que é importante recordar que na Quaresma deste ano a Igreja viveu com espírito eclesial ainda mais destacado porque acompanhamos o Papa Bento XVI, agora Bispo Emérito de Roma, em suas últimas semanas de pontificado, desde que anunciou, dia 11 de fevereiro, que renunciaria ao exercício do ministério petrino no dia 28 de fevereiro.
“O luminoso testemunho de seu pontificado, que se destacou, sobretudo, pela profundidade e pela qualidade espiritual e teológica de seu magistério, fica gravado em nossas mentes. Assim como fica gravado em nossos corações sua humilde e corajosa decisão, ditada unicamente pelo bem da Igreja e pela fé em Jesus Cristo, que é Quem conduz a Igreja por meio dos pastores por Ele escolhidos. Depois de um breve período de Sede Vacante, dia 13 de março foi eleito o Papa Francisco”.
Se referindo ao Papa Francisco, dom Raymundo afirmou que sua simplicidade e os sinais que, desde o momento de sua eleição ele tem dado, na Casa de Santa Marta  e nas suas aparições públicas, nos fazem esperar um pontificado de grande sensibilidade pastoral e de profundo diálogo com toda a Igreja, com os outros cristãos, com as demais religiões, sobretudo, as monoteístas e com o mundo da cultura em geral”.
Aos fiéis presentes na celebração, dom Raymundo pediu que estejam em comunhão no mistério da morte e da Ressurreição de Cristo.
“Queridos irmãos e irmãs, a todos nós é dada a comunhão no mistério da morte e da Ressurreição de Nosso Senhor por meio de nosso Batismo. Essa mesma graça é renovada em cada celebração da santa Eucaristia. Portanto, nós podemos caminhar na vida nova, podemos viver na dinâmica do Reino e nos deixar renovar continuamente na vida nova que Nosso Senhor nos comunica”.
Ao final de sua reflexão, cardeal dom Damasceno afirmou que acredita que a 51ª Assembleia Geral da CNBB contribui para que a Igreja no Brasil continue manifestando a confiança sem limites nos frutos que o mistério da Páscoa produz.
“Para isso, nos confiamos à Virgem Mãe Aparecida, em cuja casa nos encontramos.  Ela que aqui nos recebe, como Mãe, interceda por nós, para que continuemos a ‘evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (cf. Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo’”.

Cerimônia oficial de abertura do encontro

Cerimônia oficial de abertura do encontro

Abertura_AG_2013Depois da missa que marcou o início da 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aconteceu no plenário do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida a cerimônia de abertura solene do encontro.
A cerimônia, realizada na manhã desta quarta-feira, 10 de abril, contou com a presença do prefeito de Aparecida (SP), Márcio Siqueira; o vice-presidente da CNBB, dom José Belisário; o Núncio Apostólico, dom Giovanni D’ Aniello; o presidente da CNBB, dom Damasceno; o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner; reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio e demais arcebispos e bispos participantes da Assembleia.
O cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, fez a saudação abrindo Assembleia Geral e acolheu ao Núncio Apostólico, Dom Giovanni D’Aniello, ao Mons. Gianluca Perici, primeiro secretário da Nunciatura.
Dom Damasceno saudou também todos os membros da CNBB, os cardeais, arcebispos, bispos, administradores diocesanos; os arcebispos e bispos eméritos, assessores e assessoras da CNBB e ao reitor e funcionários do Santuário que colaboram com a Assembleia.
“No começo de todos os nossos trabalhos, esse ato solene – pelo qual nos associamos à oração de Nosso Senhor – manifesta nossa convicção de que acima de tudo e no princípio de todas as nossas ações, está o amor de Deus”, afirmou Dom Damasceno.
O cardeal destacou que este acontecimento anual, aguardado por todos com alegre expectativa, é uma experiência de partilha fraterna, oração, estudo e reflexão, que fortalece a comunhão dos bispos entre si e com o sucessor de Pedro, para melhor servir as Igrejas particulares.
Sobre o tema central da Assembleia “Comunidade de comunidades: uma nova Paróquia”, dom Damasceno afirmou que a atenção da Conferência volta para essa mais que milenar instituição, na qual se desenvolve o dia a dia da vida da quase totalidade dos católicos. À luz da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, que se realizou aqui em Aparecida, no ano de 2007, aprofundaremos a reflexão a respeito das implicações da “conversão pastoral”.
“Promover cada vez mais a vida comunitária em nossas paróquias e seu dinamismo missionário é o desafio que se nos apresenta nesta hora. Para isso, nós precisamos ter a coragem de fazer as modificações necessárias nas estruturas paroquiais, tomando como pontos de referência fundamentais: Jesus Cristo e seu estilo de atuação, os desafios e sinais dos tempos atuais e a rica história da Paróquia”, afirmou.
Dom Damasceno afirmou que hoje os bispos discutem o projeto do Diretório para a Comunicação da Igreja no Brasil. O projeto que nos é apresentado é fruto de reflexão e de diálogo, no qual têm tomado parte leigos, diáconos, presbíteros e bispos. Ele é fruto ainda da colaboração de pesquisadores e intelectuais.
“Colocamo-nos diante de um aspecto importante da missão da Igreja em uma sociedade influenciada fortemente pelas comunicações sociais. A questão agrária no Brasil ocupará uma vez mais a atenção de nossa Conferência. Historicamente, este é um tema ao qual temos voltado repetidas vezes”.
Para dom Damasceno neste momento da história da Nação, essa questão assume contornos muito peculiares que importa conhecermos bem.
“É nossa intenção contribuir para a reflexão hodierna sobre a questão agrária e para a superação dos problemas e dos conflitos que aí existem há muito tempo e que hoje assumem características ainda mais graves e urgentes”.
Dom Raymundo falou também com especial atenção sobre a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em julho no Rio de Janeiro.
“A etapa final da preparação para a Jornada pede de nós que intensifiquemos as orações e os trabalhos, para que a Juventude mundial que aqui virá, ou que nos acompanhará pelos meios de comunicação, tenha uma oportunidade singular de encontro com Cristo e com a Igreja. Ainda mais, a realização da Jornada Mundial da Juventude nos dará a oportunidade de receber o Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano a nos visitar”.
Diversos outros temas e atividades estão em programa da Assembleia, como o Retiro, comunicações do Secretariado Geral e das Comissões Episcopais de Pastoral e dos Grupos de Trabalho, o encontro das Comissões Episcopais de Pastoral com os Bispos Referenciais dos Regionais, comunicado sobre a 13ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, o lançamento de uma nova versão, comentada, do Código de Direito Canônico – na comemoração dos 30 anos de sua promulgação, o lançamento de uma edição revisada do Catecismo da Igreja Católica, e diversos outros temas.
“Esta Assembleia Geral se realiza no contexto do Ano da Fé – que vai até a festa de Cristo Rei deste ano (24 de novembro) – e do cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II. O Ano da Fé foi querido por Bento XVI, agora Bispo Emérito de Roma, para avivar em todos nós a consciência da centralidade da fé na vida da Igreja e para redespertar o entusiasmo de evangelizar”, finalizou o cardeal.
Por CNBB

terça-feira, 9 de abril de 2013

O que é a Assembléia Geral?

O que é a Assembléia Geral?
Segundo o artigo 27 do Estatuto Canônico da CNBB, a Assembléia, órgão supremo da CNBB, “é a expressão e a realização maiores do afeto colegial, da comunhão e co-responsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”. Reúne-se ordinariamente, uma vez por ano e, extraordinariamente, quando para fim determinado e urgente, sua convocação for requerida (cf. art. 31 Estatuto Canônico da CNBB).

De que trata a Assembléia Geral?

De assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal e dos problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, na perspectiva da evangelização. (Estatuto Canônico da CNBB, artigo 29).

Quem participa?

O artigo 33 do Estatuto Canônico da CNBB diz que “todos os membros da CNBB são convocados para a Assembléia Geral”. Também podem ser convidados os bispos eméritos e bispos não-membros da CNBB, “de qualquer rito, em comunhão com a Santa Sé e tendo domicílio canônico no País” (artigo 106).

Neste ano, a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil acontece em Aparecida, SP, de 10 a 19 de abril, e tem como tema "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia"

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51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

Começa na próxima 10 de abril a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

Dom Airton José dos Santos, Arcebispo Metropolitano de Campinas, segue na tarde desta terça-feira, dia 09 de abril, para a cidade de Aparecida (SP), onde terá início, amanhã, dia 10, a 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. A reunião congrega os bispos do Brasil anualmente e, para esta edição, aguarda a presença de cerca de 300 prelados.
O tema central da Assembleia para o ano é “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia?”. Além do tema, os bispos reunidos deverão aprofundar a reflexão do Ano da Fé e a discussão final do Diretório de Comunicação para a Igreja no Brasil.
Na próxima semana, no dia 15 de abril, completa-se o primeiro ano de Dom Airton à frente da Arquidiocese de Campinas. Nesse dia, Dom Airton ainda estará em participação na Assembleia, que se encerra em 19 de abril. Felicitamos nosso Arcebispo pela data e rezamos a Deus para que o abençoe e dê muito amor, paz e saúde para continuar sua Missão em Campinas, e que Nossa Senhora da Imaculada Conceição, nossa Padroeira, o proteja.
http://arquidiocesecampinas.com/comeca-na-proxima-quarta-feira-a-51a-assembleia-geral-dos-bispos-do-brasil.html